quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Design insensato?!

Bem, volta-se a ativa.

A procura de uma boa história que tivesse algumas morais, algo que já intrigava, pareceu formidável para ser discutido aqui, depois de uma rápida pesquisa pelo maravilhoso mundo da internet.

A abertura da novela global Insensato Coração.


Simples e ao mesmo tempo complexa: O que uma escultura com pessoas - não a de um casal - faz na abertura de uma novela cujo nome, Insensato Coração, e as chamadas, nos induzem a pensar em insensatez cometidas por homens e mulheres apaixonados? Uma escultura que, a princípio, quando visualizada, é impossível não lembrar da marca das Olimpíadas do Rio 2016 - alvo de polêmicas por sugerir um plágio - ela também representa mais de duas pessoas de mãos dadas em movimentos sinuosos.
A obra do um artista plástico africano, Jonh Chipiri, representa uma espécie de família de mãos dadas. Sim, mas e então, qual a ligação com o tema Insensato Coração?! 



No site http://www.telehistoria.com.br/colunas/index.asp?id=11983, atribui-se a Hans Donner a afirmação de que o brienfing dado pelo autor, Gilberto Braga, basicamente era família e por isso foi escolhida a escultura em particular. Para ele, o artista conseguiu "interligar os braços dos pais com três filhos e transformar isso numa harmonia visual fantástica". A proposta era transformar a escultura, que é uma esfera, como se fosse uma esfera do universo. Iluminá-la de um jeito que ela viesse ganhando luz, como se fosse o sol iluminando a Terra. Ele considera também,  ainda segundo o site, que essa vinheta provavelmente é uma das mais simples, mas talvez uma das mais sofisticada, pelo fato de não se usar a computação gráfica a que a audiência está acostumada.

Bem, explicações à parte,  o resultado, se comparado a outras aberturas também globais, se mostra falho em muitos aspectos. O principal é o de  não fazer jus ao roteiro divulgado nas chamadas - paixão, romance, reviravoltas - e por fim, não se encontra uma conexão entre a abertura e o que está sendo mostrado na própria novela.

Morais da história: Quando designers pecam, o problema está no brienfing - as informações que o cliente concede ao designer para o desenvolvimento do projeto? Nem sempre o "menos é mais"? 

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